Março de 2001, eu estava completando 7 anos de idade. Minha mãe havia ido trabalhar, meu pai tinha nos abandonado. Estava sozinha em casa com meu irmão caçula e minha irmãzinha ainda de meses. Minha mãe sempre pedia pra vizinha do lado cuidar da gente. Nós estávamos morando em um bairro novo, porém, os vizinhos já conhecíamos a alguns anos. Por isso minha mãe deixava a gente só em casa, com a vizinha cuidando da gente, a dona Rose, ela já era de confiança da minha mãe. Mas nesse dia, ficamos praticamente sozinhos em casa, minha vizinha sempre ficava cuidando da gente, porém, alguns parentes dela resolveu fazer uma visita pra ela. Então ela praticamente ficou ocupadas com a família. Como ela mora do lado da minha casa, ela pediu pra chamar ela se eu precisasse de alguma coisa. Eu não me importei muito, porque eu era uma menina bem esperta. Ela deixou o almoço em casa pra gente e seguiu pra sua casa. De repente o sobrinho dela apareceu na janela dela da sala, falou que a Rose havia pedido pra ele dar uma olhada na gente, pra ver se não estávamos precisando de algo. Eu falei que não. Então ele foi embora. Depois do almoço, ele tornou a aparecer lá em casa, pediu pra entrar, eu deixei, já conhecia ele. Ele tinha 16 anos, sempre que ia visitar a tia dele, ia lá em casa, brincava com meu irmão de 5 anos. Já tínhamos confiança nele. Então deixei ele entrar.
Quando meu irmão viu ele, saiu correndo de encontro, meu irmão adorava ele, brincou até se cansar. Então coloquei meu irmãozinho pra dormir. Apesar dos sete anos de idade que eu estava completando, eu era uma menina bem esperta. Mas não esperta o bastante, pra saber que algo de ruim podia acontecer naquele. Eu era esperta, porém inocente. E na inocência, sem ver a maldade nas pessoas que confiamos. O pior aconteceu.
O Marcelo, sobrinho da minha vizinha, estava no sofá assistindo TV enquanto eu colocava meu irmão pra dormir junto da minha irmãzinha no quarto da minha mãe. Assim que terminei, sair do quarto e encostei a porta. Caso um dos meus irmãos acorde. Lembrei que tinha umas roupas pra dobrar no meu quarto que fica ao lado do quarto da mamãe, e na inocência de uma criança, perguntei ao Marcelo se ele ia ficar na sala assistindo TV, se ia ir embora ou se queria me ajudar a dobrar as roupas que tinha no meu quarto. Ele me olhou de um jeito estranho, levantou, olhou pela janela em direção a casa da tia dele. E falou que ia me ajudar a dobrar a roupa. Eu entrei no meu quarto e logo ele veio atrás, assim que ele entrou, vi que ele estava fechando a porta, e já sentada na minha cama perguntei Pq ele estava fechando, ele só me olhou e sorriu. Não entendi a aquele sorriso dele. Foi meio estranho. Logo se aproximou de mim, acariciou os meus cabelos, passando pelo meu braço e me deitou na minha cama, fazendo sinal de silêncio colocando o dedo sobre a sua boca. Comecei a ficar assustada. Eu olhava nos olhos dele e ele nos meus. Ele começou a caríciar meu corpo, e já assustava paralisei, não conseguia me mecher e muito menos gritar por socorro, pois sabia que aquilo Tava errado. E cada vez que me acariciava apertava meu braço com força. Depois ele colocou a mão sobre minha boca, e com a outra mão acariciava minhas partes intimas. Eu já estava no estafo de desespero, respirando forte, com a lágrima caindo pelos cantos dos meus olhos temendo pelo pior. Aquele momento só pedia a Deus, pra que alguém chegasse. Ou por algum milagre minha mãe chegasse logo cedo. Mas não, nem um, nem outro, ele ficava me tocando, e se esfregando na minha perna, e então ele beijou na minha boca, eu só conseguia ter nojo. Até que minha irmã começou a chorar, e eu lacrimejando, ele me olhou, saiu rapidamente de cima de mim e saiu do meu quarto. Minha irmã chorando e ainda sem reação, não sabendo o que fazer, fiquei paralisada ali na minha cama, esfregando minha mão na minha boca no ato de nojo. Comecei a chorar, quando fui olhar minha irmã. Ele ainda estava lá em casa, sentado no sofá passando a mão na cabeça, eu rapidamente entrei no quarto da minha mãe e me tranquei lá dentro. Minha irmã Tava no berço chorando. E eu fui acudir ela. Mesmo eu chorando fui tentar acalmar minha irmazinha, batendo no peito dela pra ela voltar a dormir. Fiquei lá um bom tempo, com MEDO daquilo voltar acomtecer. Até que a dona Rose apareceu lá em casa, eu ouvi ela me chamando, e bateu na porta do quarto. Eu abrir, ela reparou que estava chorando, então ela perguntou o que houve, mas eu estava tomada pelo meu medo. E não conseguir falar o que havia acabado de acontecer. Entao falei pra dona Rose precisava tomar um banho e pedir pra ela ficar com minha irmãzinha. Achava que lá estava com fome e então a dona Rose foi dar a mamadeira dela. Eu sair correndo pro banheiro em desespero. Querendo tirar toda aquela nojeira do meu corpo. Agoniada me esfreguei, me esfreguei, e me esfreguei, chorava enquanto banhava. Pedia muito a Deus que minha mãe chegasse logo. Pois aquele dia, foi o pior dia da minha vida...
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Onde há maldade, a inocência não enxerga
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